Ex-Alunos

Ana Carolina Soutello

Ana Carolina Soutello

“Construí muitas amizades e vínculos fortes no Jean Piaget, tanto de amigos como de professores, funcionários, famílias.”   Durante 17 anos, o Jean Piaget foi a segunda casa de Ana Carolina. Atualmente, ela cursa Serviço Social na Universidade Estadual...
Ana Carolina Soutello
Ana Carolina Soutello

“Construí muitas amizades e vínculos fortes no Jean Piaget, tanto de amigos como de professores, funcionários, famílias.”

 

Durante 17 anos, o Jean Piaget foi a segunda casa de Ana Carolina. Atualmente, ela cursa Serviço Social na Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Franca. Ela diz que descobriu seu interesse pela área ainda no Colégio. “Foi no 1º ano que, ao fazer um trabalho sobre crianças abandonadas para o Seminário, pude conhecer um pouco mais do papel de uma assistente social”.

A ex-aluna conta que começou a participar de projetos sociais com o Colégio quando estava na primeira série do Ensino Fundamental I, e continuou com os trabalhos até o último ano do Ensino Médio, quando atendia as crianças da Associação Santa Isabel de Combate ao Câncer (ASI). “Este projeto me trouxe um novo olhar de vida, de felicidade, de dificuldades e também de novas amizades, pois pude manter contato com muitas das crianças e famílias até hoje”.

Lembranças

Ana conta que mantém contato com seus colegas de sala e, quando podem, eles se reúnem para conversar e lembrar momentos que tiveram no Colégio, como aulas que marcaram a turma e situações engraçadas que passaram juntos.

O apoio dos professores nesse período também é lembrado com muito carinho pela ex-aluna. “São pessoas queridas que passaram por determinado momento da minha vida e que hoje o contato não é o mesmo, pois cada um vai para um lado, mas o carinho que sinto é o mesmo ou talvez maior”.

Universidade

O Serviço Social despertou em Ana curiosidade e uma imensa paixão pela prática profissional do Assistente Social. Atualmente ela faz parte de dois grupos de extensão da Universidade, o NECRIA (Núcleo de Estudos da Criança e do Adolescente), onde o estudo é voltado ao Estatuto da Criança e do Adolescente, fazendo um trabalho com crianças entre oito e 10 anos, e o PETSS (Programa de Extensão Tutorial de Serviço Social da Unesp Franca), no qual faz uma extensão no Grupo de Oficinas Temáticas (GROTE), e levam para dentro de uma escola pública da cidade atividades para as crianças ligadas à temática da arte no colégio.

“Sempre acreditei na importância do trabalho voluntário para a vida das pessoas. A gente passa a olhar certas coisas com outro olhar a partir das dificuldades, facilidades, tristezas e felicidades. Acredito que no trabalho social a gente deve começar desde cedo a encarar as coisas sem julgamentos e pré-conceitos”, finaliza Ana.

Beatriz Lucio

Beatriz Lucio

“Sempre soube onde queria estudar, mas quando eu estava no 2º ano ainda não tinha ideia do que queria fazer. Fiz a orientação vocacional e consegui perceber que queria um curso na área de biológicas”.   A ex-aluna diz...
Beatriz Lucio
Beatriz Lucio

“Sempre soube onde queria estudar, mas quando eu estava no 2º ano ainda não tinha ideia do que queria fazer. Fiz a orientação vocacional e consegui perceber que queria um curso na área de biológicas”.

 

A ex-aluna diz que sempre soube onde queria estudar e descobriu que queria cursar algo relacionado com a área de biológicas na orientação vocacional do Colégio. Ela relata que durante o período de orientação, entrevistou profissionais de cursos que lhe chamavam a atenção e o curso de Farmácia a interessou por conta das áreas de atuação, que envolvem Química, Biologia e Saúde. Segundo Beatriz, a orientação vocacional acabou sendo muito importante para abrir os olhos para outras possibilidades de carreira.

Lembranças

A estudante de Farmácia-Bioquímica conta que guarda boas lembranças das festas que os alunos do Ensino Médio organizavam para as crianças da Santa Casa no Colégio. “Era uma sensação muito boa de poder brincar com aquelas crianças tão fofas e ver que elas também gostavam muito de estar lá!”

Universidade

Em janeiro de 2015, Beatriz participou de um trabalho de extensão da USP, a Jornada Científica dos Acadêmicos de Farmácia-Bioquímica. Trata-se de um projeto voluntário no qual os alunos graduandos em Farmácia se instalam em uma cidade carente e realizam, durante 20 dias, orientações sobre saúde, atividades educativas e exames clínicos e laboratoriais com a população. “Essa experiência foi muito marcante para mim, pois vi na prática a atuação do farmacêutico na sociedade e meu papel como indivíduo em relação a ela”.

Marcela Corrêa

Marcela Corrêa

“Estudamos na licenciatura sobre o lugar da escola enquanto ambiente de experiências, não só de conhecimento. Essas experiências não deixam de ser um conhecimento de vida e é interessante ver como vamos nos moldando por pessoas que algumas vezes...
Marcela Corrêa
Marcela Corrêa

“Estudamos na licenciatura sobre o lugar da escola enquanto ambiente de experiências, não só de conhecimento. Essas experiências não deixam de ser um conhecimento de vida e é interessante ver como vamos nos moldando por pessoas que algumas vezes nos enxergam mais do que nós mesmos, principalmente na adolescência, e eu fui enxergada no Jean Piaget”. 

 

Marcela Corrêa foi aluna do Jean Piaget durante todo o Ensino Médio e concluiu seus estudos em 2013.

Formada em Administração Pública pela FGV, em História pela USP e mestranda em Administração Pública e Governo pela FGV, a ex-aluna atualmente trabalha com pesquisa no Centro de Estudos de Direitos Humanos e no Núcleo de Estudos da Burocracia (NEB) da FGV. 

Quando pensa em seu tempo no Colégio, Marcela cita diversas experiências que estão interligadas com a sua carreira profissional e com o desenvolvimento do seu senso crítico. “O meu primeiro contato com pesquisas foi no Colégio, durante o PIC, o trabalho do meu grupo era sobre a maioridade penal e por conta do nosso bom desempenho, participamos da exposição de banners, esse projeto foi algo que me marcou e me fundou como pesquisadora”, conta. 

 

Graduação

Ao longo de cinco anos, Marcela viveu uma dupla jornada entre as duas graduações que fez concomitantemente. 

“Eu vivia uma semana de cada vez, mas como aquilo me fazia feliz e me completava, eu nunca enxerguei como um fardo! Pra mim, era um sonho realizado em dois mundos muito diferentes, um de uma universidade pública e outro de uma universidade privada, foi um contraste interessante para as minhas formações políticas, psicológicas e emocionais”.

Pela FGV, a pesquisadora passou três meses morando em Buenos Aires, capital da Argentina, como estagiária da prefeitura. “Eu trabalhava com mulheres em situação de vulnerabilidade social, elas moravam nas favelas de lá, as chamadas ‘Villas’, e foi durante essa experiência que descobri o tema do meu mestrado”.

Além da Argentina, durante a sua graduação em Administração Pública, a ex-aluna também teve a oportunidade de ir até a Bolívia para pesquisar sobre os direitos indígenas; Fortaleza, onde estudou sobre programa de alfabetização do município, e Brasília, onde aprofundou seus conhecimentos sobre cotas raciais.

 

Carreira e mestrado

O mestrado de Marcela se desenvolve no dique da Vila Gilda, em Santos, a maior favela de palafitas da América Latina. O objetivo é avaliar como é a vida das mulheres titulares do programa “Bolsa família”, oferecido pelo governo. 

Já a investigação feita no Centro de Estudos de Direitos Humanos envolve as vítimas do desastre de Mariana, em Minas Gerais. Intitulado “Projeto Rio Doce – diagnóstico sobre o rompimento da barragem de fundão”, o estudo é um diagnóstico socioeconômico que abrange vários aspectos:

“Nós avaliamos a questão dos danos aos modos de vida, perda da renda, da economia, material e sobretudo imaterial. Além das questões de gênero e de serem territórios vulneráveis”.

 

Ambiente de experiências

“Quando volto em detalhes da minha trajetória com o Jean Piaget, vejo que foram fundamentais para quem eu sou hoje, vivi vários momentos com 15 anos que ressoam no que eu sou hoje depois de 10 anos”, afirma. 

Sobre suas lembranças no Colégio, Marcela citou um amigo que fez com que ela abrisse os olhos para a carreira na área de Ciências Sociais, os encontros de orientação psicológica e profissional e uma visita ao câmpus da USP, no Largo São Francisco, pois por muito tempo ela sonhou em cursar Direito. 

“Estudamos na licenciatura sobre o lugar da escola enquanto ambiente de experiências, não só de conhecimento. Essas experiências não deixam de ser um conhecimento de vida e é interessante ver como vamos nos moldando por pessoas que algumas vezes nos enxergam mais do que nós mesmos, principalmente na adolescência, e eu fui enxergada no Jean Piaget”.